Dra. Heloisa Campos

Minha História

Formação

Heloisa Galvão do Amaral Campos graduou-se em Medicina  pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP, em 1981. Especializou-se em Cirurgia Pediátrica pela mesma Universidade.
Em 1990, obteve o Título de Especialista em Cirurgia Pediátrica conferido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica - CIPE.

Pós-graduação com Mestrado (2000) e Doutorado (2005) em Oncologia pela Fundação Antonio Prudente, instituição cujo desempenho atingiu a máxima nota atribuída pela CAPES, no período.

Atualmente, é a Diretora do Departamento de Cirurgia Reparadora do Hospital A. C. Camargo – Fundação Antonio Prudente, em São Paulo, aonde também desempenha atividades de assistência médica e pesquisa.

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Mensagem da Dra. Heloisa aos pais e aos pacientes

Atendo pacientes portadores de Hemangiomas e Linfangiomas desde 1986. Dessa data até os dias atuais, tenho acompanhado a busca dos pacientes e familiares por tratamento especializado e percebi que muitos percorrem um longo caminho até o tratamento, e o tempo perdido resulta, muitas vezes, na piora do quadro.

Os pacientes adultos nasceram em uma época de poucos recursos, raros conhecimentos e até de tratamentos inadequados.

Os pais que procuram tratamento para seus filhos atualmente, quando já temos meios para tratar de quase a totalidade dos casos, ainda passam pelo constrangimento ao ouvirem afirmar que “hemangioma não é nada! vai desaparecer com o tempo!”, até mesmo quando a afecção está se tornando um problema a olhos vistos.

Aos pais de bebês e crianças portadoras de Hemangiomas e Linfangiomas, recomendo que procurem orientação especializada o quanto antes, para que o tempo seja um aliado.  Além disso, escolham uma pessoa habilitada que assuma a responsabilidade de fazer o diagnóstico e oriente o tratamento com precisão. Aos pais fica a missão de cuidar, a fim de que a criança tenha condições e apoio psicológico para suportar algum incômodo do tratamento.

Durante a minha trajetória em busca de recursos terapêuticos para os Hemangiomas e Linfangiomas, vivenciei a chegada do Dye Laser ao Brasil, o aparecimento do medicamento japonês OK432 para tratamento dos Linfangiomas, o advento do medicamento interferon e a comprovação da eficiência dos betabloqueadores, como o propranolol, para os hemangiomas proliferativos.

Esses avanços reforçam a nossa tendência de tratar sempre que possível, para conseguir a melhora o quanto antes, evitar as complicações e até mesmo atingir a completa resolução, quando existem condições favoráveis.

A especialização no tratamento dos Hemangiomas e Linfangiomas exige amplo conhecimento de cada tipo de tratamento, assim como os efeitos e as consequências do seu uso, para estabelecer quando tratar e como tratar.

Apesar do arsenal dos referidos recursos terapêuticos disponíveis na atualidade, ainda recebo pacientes com complicações que, segundo eles ou os familiares, são resultado da falta de tratamento.

Outros apresentam resultados indesejados que atribuem ao emprego inadequado de uma técnica ou de um procedimento.

Os melhores resultados do tratamento com laser são obtidos com o uso de equipamento e parâmetros adequados. Ademais, há a necessidade de especialização médica e prática clinica para definir as melhores opções para cada caso, já que o emprego de um equipamento ou de parâmetros inadequados afeta a eficiência do tratamento e aumenta o risco de provocar danos e sequelas definitivas.

A Escleroterapia é empregada para tratamento dos hemangiomas do tipo má-formação venosa e dos Linfangiomas. Consiste em injetar na área afetada um medicamento que resulta no desaparecimento da lesão. Contudo, é uma técnica que exige cuidados. As lesões localizadas em área de risco para a escleroterapia, como pálpebras, ainda são tratadas desta forma. E mais, ocasionalmente, recebo relatos do uso de produto não aprovado cientificamente para este fim, como o nitrato de prata.

A Embolização é um procedimento recomendado apenas para o tratamento de afecções que tenham fístula arteriovenosa demonstrada e não se aplica aos hemangiomas proliferativos, como relatado por familiares.

O tratamento com medicamento de forma inadequada também ocorre, como é o caso do uso contínuo de corticoide, durante anos. Este medicamento é um recurso insubstituível no tratamento dos hemangiomas proliferativos com ulcerações, por isso, deve ser mantido por poucas semanas, ou seja, não mais do que dois a três meses.

Felizmente, os Hemangiomas e Linfangiomas são lesões benignas que podem ser tratadas com os muitos procedimentos disponíveis. Portanto, procurem sempre atendimento especializado para receberem as informações corretas sobre a necessidade do tratamento.

 

Destaques

Mensagem da Dra. Heloisa aos pais e aos pacientes

Atendo pacientes portadores de Hemangiomas e Linfangiomas desde 1986. Dessa data até os dias atuais, tenho acompanhado a busca dos pacientes e familiares por tratamento especializado e percebi que muitos percorrem um longo caminho até o tratamento, e o tempo perdido resulta, muitas vezes, na piora do quadro.


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