Dra. Heloisa Campos

Linfangioma

Linfangiomas

Os Linfangiomas são más-formações da rede vascular linfática. São visualizados como cistos ou vasos linfáticos dilatados. Podem ser microcísticos, macrocísticos ou mistos, superficiais ou profundos.
Os linfangiomas, especialmente os localizados no pescoço, também são denominados Higromas Císticos.
A rede vascular linfática está presente no organismo em diversos órgãos e tecidos, para coletar o fluido acumulado entre as células, eliminado pelas próprias células ou extravasado dos vasos sanguíneos. Nos Linfangiomas, a  alteração na formação destes vasos provoca fluxo lento e acúmulo da linfa. O fluido acumulado pode sofrer processo de infecção denominado linfangite.

Diagnóstico

O diagnóstico dos Linfangiomas superficiais é clínico, por meio de consulta médica convencional, durante a qual o especialista considera os dados do histórico do paciente e as características da lesão, ao realizar exame clínico, para então emitir o diagnóstico final.
Do mesmo modo que os Hemangiomas Cavernosos profundos, o diagnóstico dos Linfangiomas pode exigir exames de imagem. Assim, o ultrassom verifica a presença de formações císticas; a ressonância magnética, a angiorressonância e a angiotomografia avaliam a extensão e a profundidade das lesões, bem como demonstram as estruturas afetadas.

Tratamento

A escolha da terapia deve ser cuidadosa para estes casos.
O OK432 (Picibanil), é empregado para tratamento de ectasias e dos cistos linfáticos. Este tratamento consiste na injeção intralesional do medicamento para provocar o desaparecimento dos cistos. Dentre os produtos conhecidos para este fim, o OK432 apresenta os melhores resultados, com efeitos colaterais mínimos e não encontramos relatos de toxicidade. O OK432 não provoca qualquer alteração na pele ou nas estruturas que  envolvem as áreas císticas. Recomendamos punção percutânea guiada por ultrassom para acompanhar a injeção intralesional.
Não recomendamos o uso de outros produtos que agridem os tecidos, provocam necrose tecidual, perda de substância, úlceras e infecção. Além do dano local, existe o risco de o produto cair na circulação sanguínea e provocar graves conseqüências indesejáveis e toxicidade.
A cirurgia perdeu espaço com o advento de medicamentos para a escleroterapia, como o OK432 em virtude do alto índice de complicações. Atualmente, a cirurgia é aconselhada para remoção de lesões com componente sólido fibrogorduroso, após o tratamento das áreas císticas com escleroterapia.

 

Nota

As informações apresentadas neste site estão de acordo com o Código de Ética Médica:

RESOLUCAO DO CFM Nº. 1931/2009

Capítulo IX – SIGILO PROFISSIONAL

É vedado ao médico:
Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com a autorização do paciente.

Publicado em 24/9/09, no Diário Oficial da União, seção I, págs. 90-92.

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