Angiossarcoma cutâneo: o que você deve saber?
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O angiossarcoma é um tumor raro e agressivo que se forma no revestimento interno dos vasos sanguíneos ou linfáticos.

O tipo mais comum é o cutâneo, que pode surgir em qualquer parte do corpo, mas afeta principalmente a face e couro cabeludo de pessoas idosas. Também pode ocorrer em tecidos moles, órgãos internos, ossos e no retroperitônio. Na maioria dos casos, a causa não é conhecida, embora fatores como radioterapia prévia, exposição a certas substâncias químicas e idade avançada aumentem o risco.
Os angiossarcomas pertencem ao grupo de sarcomas de partes moles, que já são raros por natureza. Nos Estados Unidos, a incidência é de aproximadamente um caso para cada milhão de pessoas, dos quais cerca de 60% correspondem ao tipo cutâneo. No Brasil não há registros oficiais sobre o número de casos por ano.
O angiossarcoma pode ser confundido com lesões benignas, como hemangiomas. No entanto, apresenta comportamento agressivo e pode se espalhar para outros órgãos em um processo chamado metástase. Por isso, a avaliação médica é fundamental porque a diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento.
Angiossarcoma em crianças
O angiossarcoma pode ocorrer em qualquer idade embora seja mais comum em idosos. Nos pacientes pediátricos, pode se manifestar como lesões que lembram hemangiomas ou malformações vasculares, o que dificulta o diagnóstico inicial. Em alguns casos, tumores hepáticos inicialmente interpretados como hemangiomas da infância revelam-se angiossarcomas, com evolução agressiva.
Quais são os sintomas de um angiossarcoma cutâneo?
Os sinais do angiossarcoma cutâneo, principalmente quando surgem no couro cabeludo, face, pescoço ou mamas, incluem:
Nódulos pequenos, avermelhados ou azulados, que podem aumentar de tamanho, se espalhar ou sangrar facilmente;
Manchas arroxeadas na pele, semelhantes a hematomas ou erupções cutâneas;
Feridas que não cicatrizam;
Lesões de crescimento rápido;
Dor ou aumento da sensibilidade na região afetada.
Fique atento a esses sintomas, especialmente se permanecerem por semanas. Procure um médico especialista para o diagnóstico, pois cada caso deve ser sempre avaliado individualmente.
Exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada (TC), ajudam a avaliar a extensão e o estágio do angiossarcoma. No entanto, o diagnóstico definitivo só é confirmado por meio de biópsia.
O que pode causar o angiossarcoma cutâneo?
O angiossarcoma cutâneo ocorre quando as células do revestimento interno dos vasos sanguíneos passam a ter alguma alteração em seu funcionamento. Essas células "anormais", se não forem corrigidas pelo sistema imunológico, passam a se multiplicar rapidamente e formam um tumor.
A chance desse tumor se originar pode aumentar em algumas situações, como:
Idade: os angiossarcomas cutâneos são registrados principalmente em pessoas com mais de 60 anos de idade;
Homens: O número de casos no sexo masculino é maior do que entre as mulheres;
Exposição à radiação: o angiossarcoma pode ser um câncer secundário a pessoas que passaram por um tratamento oncológico com radiação, como por exemplo em casos de câncer de mama, cerca de 8 a 10 anos depois;
Doenças genéticas: cerca de 3% dos casos de angiossarcomas atingem pessoas com doenças causadas por condições como retinoblastoma, síndrome de Maffuci e neurofibromatose.
Como é tratado o angiossarcoma cutâneo?
O tratamento mais comum para o angiossarcoma cutâneo é a cirurgia. Porém, a localização, tamanho e estágio do tumor serão avaliados para definir quais as técnicas a serem utilizadas. Outra questão importante é o quadro de saúde do paciente.
Outros procedimentos a serem realizados podem ser radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, principalmente para eliminar resquícios de células tumorais.
Se você percebeu alguma alteração vascular ou tem dúvidas, procure avaliação especializada.



